terça-feira, 16 de outubro de 2012

Autopesquisa


O que é autopesquisa?
A autopesquisa é o estudo de si mesmo, onde o pesquisador é, simultaneamente, o investigador e o objeto ou campo de pesquisa analisado.

O que é autopesquisologia?
A Autopesquisologia é a ciência da autopesquisa, cujo objeto de pesquisa são os recursos, os métodos, as técnicas e os instrumentos utilizados para a consciência estudar a si mesma.

A autopesquisa ajudar a prevenir os conflitos íntimos?
A autopesquisa faz a profilaxia dos conflitos íntimos e consequentemente do sofrimento, fruto muitas vezes da falta de reflexão sobre a própria vida.

Qual o maior benefício da autopesquisa?
O exercício contínuo da autopesquisa traz ao pesquisador(a) a saudável condição de reflexão íntima, capaz de ampliar-lhe a consciência sobre si mesmo.

Para quais tipos de pessoas a autopesquisa pode ser um desafio maior?
Esta proposta ainda é desafiadora para a maioria das pessoas, sobretudo para os seguintes perfis conscienciais:
1. Acomodadas. Pessoas apegadas à zona de conforto, ou seja, a uma rotina que não gera nenhum estresse sadio ou auto-enfrentamento maior.
2. Acríticas. Consciências não afeitas ao hábito sadio de analisar com isenção a própria conduta, e que devido a isto também são esquivas às heterocríticas.
3. Autocorruptas. Toda conscin que já está careca de saber daquilo que tem a enfrentar e mudar e, no entanto, afunda-se em justificativas, primeiro para si mesma e depois para os outros, no sentido de permanecer com seus ganhos secundários.
4. Dogmáticas. Aquelas que se encastelam em dogmas e defendem os mesmos com unhas e dentes, sem abertura para os avanços da autoconscientização multidimensional devido ao medo de perder a pseudo-segurança trazida pelos dogmas.
5. Místicas. A consciência que acredita que algo fora dela, algo sobrenatural, irá resolver seus problemas: o cristal, o guru, um ritual. Essas consciências normalmente têm uma visão ingênua, pueril, cor-de-rosa da vida e de si mesma.

Quais contradições a autopesquisa pode ajudar a identificar?
Na qualidade de seres humanos, somos conscins predispostas a fáceis contradições. Eis 7 delas:
1.      Auto-imagem. Olhamo-nos no espelho na esperança de que reflita aquilo que gostaríamos de ser e nos desapontamos quando a superfície lisa reflete apenas a imagem do que somos.
2.      Valores. Podemos caracterizar as coisas às quais nos opomos, contudo, não raro temos dificuldade em especificar com exatidão o que defendemos.
3.      Conduta. Frequentemente é mais fácil sermos amistosos com quem não gostamos e para quem não temos nenhuma simpatia, do que sermos afetuosos com alguém a quem queremos muitíssimo.
4.      Afeto. Amamos o que desejamos sem ter; entretanto, uma vez que o temos, mesmo depois de longo período, muito esforço e, às vezes, enorme sacrifício, não amamos necessariamente o que conseguimos.
5.      Segurança. Podemos identificar com clareza o que fizemos, mas nem sempre estamos seguros do porquê o fizemos em primeiro lugar ou de modo prioritário.
6.      Ser. Achamos mais fácil expor com detalhes o que fizemos do que explicar quem somos de fato.
7.      Identidade. Podemos dizer nossos nomes às pessoas, mas temos dúvidas quanto à nossa identidade real.

Poderia sugerir alguns passos básicos para que eu possa iniciar as minhas autopesquisas?
Vejamos alguns passos possíveis:
01.  Disponibilidade. Vontade sincera em se conhecer e se enfrentar, visando renovações.
02.  Local. Buscar um local isolado para reflexão, sem interferências de telefones, barulhos excessivos.
03.  Pensenidade. Tranquilizar-se procurando fazer a higiene dos pensamentos e emoções.
04.  Energias. Procurar fazer a mobilização de energias, principalmente o estado vibracional.
05.  Megafoco. Analisar determinado trafar, fato ou ocorrência que incomode ou traga intraquilidade.
06.  Arquivo. Buscar estudar o que já existe, principalmente na ciência, sobre o tema, através de livros técnicos e matérias impressas em jornais e revistas.
07.  Ajuda. Pedir avaliação, análise e indicações de amigos ou colegas que possam apontar sugestões para superação do trafar estudado.
08.  Vivências. Observar-se  no dia-dia, nos momentos críticos, analisar as próprias reações e as consequências dos atos; verificar a forma como se relaciona com as pessoas.
09.  Registro. Priorizar as anotações dos insights, ideias e sugestões obtidas ao longo do dia.
10.  Trafor. Se o foco da autopesquisa é um trafar, procurar identificar o antônimo deste traço, no caso o trafor a ser desenvolvido para autosuperação. Exemplo: se o trafar é pusilanimidade ou medo, estudar coragem e autoconfiança.
11.  Valores. Identificação dos valores pessoais, através da autopesquisa.

Qual técnica básica poderia ser útil para começar minha autopesquisa?
A lista de trafores e trafares, esta técnica consiste na anotação em folha de papel em branco, dividida em duas colunas: de um lado se escreve os traços-força, as qualidades, as virtudes, as capacidades pessoais; de outro lado, os traços-fardo, os defeitos, as invirtudes, os vícios, os maus hábitos.

Pode ser aplicado da seguinte forma:
1.      Identificação. Enumere o máximo de trafores e trafares possíveis, procurando depois selecionar dez de cada, os mais assertivos e pertinentes.
2.      Saldo. Na primeira avaliação, obtém-se o saldo de suas potencialidades demonstradas até o momento.
3.      Heteroavaliação. Quando há dificuldades para identificar trafores e trafares, o indicado é dar uma folha de papel às pessoas mais íntimas a fim de se obter heterocríticas. As melhores pessoas para esclarecer sobre as autocorrpções são aquelas consideradas problemáticas ou antagônicas a nossso respeito. Elas serão mais explícitas e menos inibidas nas heterocríticas.
4.      Confronto. A opinião de várias pessoas a nosso respeito pode ajudar no confronto entre autoimagem (como me vejo) e heteroimagem (como as pessoas me veem).
5.      Realismo. Observando as disparidades entre autoimagem e heteroimagem, pode-se chegar à visão mais realista a respeito de si mesmo.
6.      Atualização. Levar para o computador a listagem final de trafores e trafares, após a confrontação de opiniões, atualizando-a periodicamente.
7.      Autossuperação. Estabelecer metas para superação de trafares a partir da aplicação dos trafores, procurando também expandir os talentos pessoais.

O que pode qualificar as minhas autopesquisas?
Eis 13 variáveis capazes de qualificar o universo das autopesquisas, enumeradas na ordem alfabética do tema:
01.  Anotações. O acúmulo de registros quanto às manifestações pessoais.
02.  Autocrítica. O autoexame racional e ponderado.
03.  Conscienciograma. O instrumento das autopesquisas reflexivas e teóricas.
04.  Descondicionamento. O desprendimento dos condicionamentos fisicalistas repulsores da autopesquisa.
05.  Detalhismo. As autoanálises detalhadas e minuciosas.
06.  Experimentologia. O binômio autopesquisa-heteropesquisa.
07.  Holoteca. os artefatos do saber otimizadores das autopesquisas.
08.  Incorruptibilidade. A proibidade nas autoavaliações e autoanálises.
09.  Intencionalidade. O sincero desejo de autoconhecimento.
10.  Instrospecção. O recolhimento íntimo; a camâra de reflexão.
11.  Megatrafor. A aplicação do megatrafor enquanto alicerce na superação do megatrafar.
12.  Mnemossomática. A holomemória; a bagagem consciencial.
13.  Parapsiquismo. A análise do contexto bioenergético e da sinalética parapsíquica pessoal.

Que otimizações facilitam as autopesquisas?
Algumas atitudes permitem a otimização, ou ampliação do rendimento das autopesquisas, e devem ser avaliadas com lógica e autocrítica pela pessoa interessada, a exemplo das seguintes:
1. Organização do espaço. Ter um ambiente propício as autopesquisas facilita a continuidade e a produtividade. A rigor, o laboratório da autopesquisa é em todos os lugares em que a pessoa esteja se manifestando. Mas ter um local em que possa estudar com tranqüilidade, fazer anotações, refletir sobre os dados, redigir textos sobre os resultados, é de grande importância para a profissionalização das autopesquisas. A BEM praticada no local escolhido, ao início do trabalho, potencializa o holopensene favorável à ampliação da lucidez e promove a higienização extrafísica do ambiente.
2. Organização do tempo. O melhor é dedicar horário específico para as análises das
informações coletadas nos auto-experimentos do dia-a-dia, facilitando a atuação junto ao amparador relacionado a autopesquisa em andamento.
3. Utilização de artefatos do saber. Embora a auto-experimentação seja à base das
autopesquisas, o enriquecimento das mesmas, através da consulta a material técnico
especializado, só traz benefícios ao pesquisador, principalmente pela associação de idéias originais que podem ser feitas. Aqui entram os dicionários (lingüísticos e temáticos), os livros de referência, tratados, enciclopédias, Internet (fonte que requer
muita criticidade) e outros.
4. Traforismo nas abordagens. Uma postura inteligente é ser traforista nas autopesquisas, ou seja, priorizar a investigação da auto-superação, e de quais recursos pode empregar no aqui-agora multidimensional para as reciclagens, sem se afundar no estudo interminável do trafar a ser superado.

Conscienciograma pag. 09,10.
InversãoExistencial pag. 181-184.

Um comentário:

  1. Glaucia Del Corso14 de maio de 2013 11:28

    Querido William!
    Estou muito grata pelo seu blog, ajudou-me, estou iniciando a autopesquisa e vc veio trazer tudo que eu ´precisava.
    Obrigada e boas energias.
    Glaucia.

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