sábado, 27 de outubro de 2012

Artigo palestrita conscienciologico



Palestrita Conscienciológico
William Nascimento

Resumo: Este artigo foi elaborado a partir da vivência do autor ao freqüentar diversas palestras gratuitas do IIPC na cidade de Curitiba. E propõe o termo palestrita conscienciológico, para ser utilizado no contexto da Conscienciologia. O levantamento de fatos e parafatos para realização da pesquisa, ocorreu por meio de observações, insights, experiências, benefícios e recins do autor ao longo de dois anos e cinco meses, desde a 1° participação em palestra pública gratuita. São apresentados causas, consequências, parapercepções e posturas docentes relacionados ao palestrita conscienciológico. São listadas na conclusão 4 condições para o aumento no número de participantes nas palestras públicas gratuitas. Ressalta-se como conclusão a importância deste evento conscienciológico, e a necessidade de qualificação dos voluntários e docentes envolvidos na execução da Palestra Gratuita.

Palavras-chave: Palestra Pública Gratuita; Palestrante; Frequentador de Palestra; Executivo de Palestra.

INTRODUÇÃO

            A presente pesquisa trata das experiências do autor acumuladas ao longo de dois anos e 5 meses  na condição de palestrita conscienciológico, ou seja, as vivências do próprio autor como aluno freqüentador de palestra gratuita.
            As palestras públicas gratuitas do IIPC são sem pré-requisitos e abertas a quaisquer  interessados, oferecem uma introdução às ciências Conscienciologia e Projeciologia, de maneira informativa, através da apresentação do paradigma consciencial. A partir do conhecimento de um novo modelo de referência para os estudos e pesquisas, amplia-se o modo de ver o mundo e o entendimento sobre diversas questões até então inexplicáveis pelos paradigmas convencionais.  Este artigo relata como o autor foi acolhido, orientado e encaminhado, e também a virada de assistido para assistente na condição de pesquisador, voluntário, tenepessista e docente do IIPC Curitiba.
            Objetivo. O objetivo do artigo é explicitar a importância da palestra pública gratuita na condição de portal de boas vindas da autevolução lúcida, e qualificar os agentes retrocognitores promotores da expansão mentalsomática das consciências.
            Justificativa.  Os palestritas conscienciológicos novos, antigos ou voluntários, não chegam a palestra gratuita simplesmente por não ter outra coisa melhor para fazer, mas sim por ter real interesse no tema, por estar com uma demanda específica necessitando de assistência, ou pela curiosidade típica do curso intermissivo. Em muitas situações sentem-se perdidos por vivenciarem a condição de buscadores borboleta, ou incompreendidos pela Socin resultando na Síndrome do Estrangeiro. Tais condições dos recém chegados, mostra que a Palestra Pública Gratuita, se assemelha a uma comunex (comunidade extrafísica) de recepção dos recém dessomados. E visando conscientizar os voluntários, equipe executiva e docentes, para atender bem a estas demandas dos palestritas conscienciológicos que foi realizado esta pesquisa.
        Problema. Como podemos usar nossa simpatia, para acolher bem os palestritas conscienciológicos? Podemos atender as demandas de cada um orientando com empatia? É possível apontar caminhos mais assertivos, sem convencimento, dogmas e inculcações?

            Hipótese. Seria a falta de recins dos voluntários e docentes a principal causa de Palestras Gratuitas com poucos alunos?
           
            Metodologia. O método de pesquisa utilizado foi da autopesquisa do autor, através do registro de insights, anotações e a experiência pessoal como palestrita conscienciológico.

DESENVOLVIMENTO

            Definição. O palestrita conscienciológico é a consciência humana, conscin ou consciex, homem ou mulher, frequentador de palestra pública gratuita, evento sem pré requisitos e em local  aberto a quaisquer interessados a se informarem sobre as ciências Projeciologia e Conscienciologia, através da apresentação e contato com a teoria do paradigma consciencial.

            Causas. Eis as possíveis causas que originam a chegada do palestrita conscienciológico as ICs (Instituições Conscienciocêntricas) listados em ordem alfabética:
1.      Amigos. Os amigos que frequentaram a instituição e abordaram alguns assuntos do paradigma consciencial despertando o interesse do futuro palestrita conscienciologico.
2.      Divulgação voluntaria. A partir do trabalho voluntário nas ruas distribuindo panfletos e em pesquisas de campo.
3.      Exemplarismo. A pessoa vê a mudança do outro e procura a instituição que ajudou a promover as reciclagens intraconscienciais e existenciais.
4.      Experiências pessoais. A vivência ou experiência pessoal num fenômeno parapsíquico motivando a busca por informações.
5.      Família. O membro da família o convida a participar.
6.      Mídia. Através de divulgação das Ciências Projeciologia e Conscienciologia em jornais, rádio, televisão e internet.
7.      Programas parasociais. Conferências, cursos, workshops em empresas públicas e privadas.

            Consequências. Eis 7 consequências positivas, sadias ou benefícios que o palestrita conscienciologico teático pode obter, listados em ordem alfabética:
1.      Assistência. A qualificação da assistência mais ampla, universalista e policármica pela tarefa do esclarecimento e gescons.
2.      Autopesquisa. O estudo de si mesmo, onde o pesquisador é, simultaneamente, o investigador e o objeto ou campo de pesquisa analisado,considerando agora o neoparadigma consciencial.
3.      Bioenergética. Aplicação lúcida das bioenergias através do energossoma.
4.      Lucidez. Quanto à autoconscientização multidimensional, assédio, amparo, guia amaurótico, cosmoética, holossoma, bioenergias, evolução.
5.      Motivação. Para o desenvolvimento de neo-atributos, trafores e trafals autossuperação de trafares, autassédios e autocorrupções.
6.      Paradigma. Conhecimento das diferenças entre o paradigma convencional e o paradigma consciencial.
7.      Parapsíquismo. Conhecimento de técnicas para o desenvolvimento da percepção multidimensional.

            Casuística. No caso deste autor o principal motivo que o levou até sua primeira palestra pública gratuita foi a experiência pessoal de projeções semiconscientes, o que desencadeou a busca por respostas, através da procura na internet. Conheceu a Conscienciologia em Julho de 2010, através de uma entrevista assistida na internet do Professor Waldo Vieira, esta realizada no ano de 1995. Após a entrevista de 1 hora de duração, por meio de uma pesquisa na internet pelo buscador Google, acessou o site do IIPC e obteve informações sobre os dias e horários das Palestras Públicas Gratuitas.
            Acolhimento. A recepção fraterna dos voluntários, e o acolhimento pós-evento, através de conversas informais, em meio ao café com biscoitos foram fundamentais para embasar todas as idéias de interassistencialidade ouvidas anteriormente durante a PG. Embora a postura fechada com tendência ao isolamento do autor dificultasse o acesso de alguns voluntários numa interlocução mais profunda, pode perceber nitidamente o respeito à boa intenção demonstrada pelos voluntários.
            Orientação. Durante as palestras foi incentivado a leitura de livros conscienciológicos, e logo nos primeiros 6 meses este autor já tinha lido 2 tratados e 10 livros da Conscienciologia. A partir daí iniciou  a escrita sobre suas experiências e autopesquisas, resultando posteriormente na criação de um blog (www.parasinapse.blogspot.com) e na apresentação de 2 artigos apresentados no Seminário de Pesquisas.
           Encaminhamento. Seguindo as sugestões obtidas nas palestras o autor fez o Simpósio Internacional de Interassistenciologia, Curso livre de Descrenciologia, Tenepessograma, CIP, Assistenciologia, Laboratório de técnicas projetivas, Laboratório de técnicas energéticas, ECP1e ECP2.  Para tomada destas decisões não foi realizada nenhum tipo de inculcação, convencimento ou persuasão em relação às ideias da Conscienciologia. Este autor percebeu que, sendo voluntário poderia acelerar muito suas reciclagens, devido ao holopensene de autoevolução presente no IIPC. Deste modo em maio de 2011, entrou como voluntário na instituição, em novembro de 2011 iniciou a prática da tenepes, em agosto de 2012 foi aprovado como docente, e em outubro de 2012 deu inicio ao seu primeiro CIP como professor. O exemplarismo, incentivo e esclarecimentos dos professores palestrantes foram fundamentais para a determinação do autor em realizar tais atividades evolutivas e interassistenciais.
            Motivação. Eis 10 motivos que o influenciaram a frequentar as palestras listados em ordem alfabética:
01.  Apoio ao professor. Ao perceber que determinado aluno não foi bem esclarecido na sua demanda, procura perguntar de uma maneira diferente a mesma questão, ou fazendo um comentário que possa esclarecer, sem interferir muito na aula.
02.  Aprendizado. Nenhuma Palestra Gratuita é igual a outra, mesmo que com o mesmo tema e o mesmo professor, sempre se aprende algo diferente. O amparador de função pode mudar, o professor pode ter reciclado muita coisa de uma aula para outra, e no que condiz os alunos nunca sabemos quem estará presente.
03.  Didática. Aprendizado de formas diferentes de abordar e esclarecer sobre determinados temas, através de exemplos didáticos como: Se você sai de casa vai ver conscin, e se você sair do corpo vai ver consciex... (desdramatização do processo da projeção consciente).
04.  Doação. Exteriorização energética nas PGs com intenção cosmoética, sempre contribui para uma assistência extrafísica mais ostensiva.
05.  Feedbacks. Desenvolvimento da capacidade de fazer feedback sobre a aula ministrada, comentando as percepções de pontos a melhorar e pontos admiráveis.
06.  Holopensene. Sensação de revigoramento pelas energias do ambiente.
07.  Insights. Promoção de insights adequados a solução de questões do momento evolutivo.
08.  Iscagens. Percepção de iscagens extrafísicas lúcidas, sendo encaminhadas posteriormente para a tenepes.
09.  Maiêutica. Aprendizado sobre o valor de se usar as perguntas como ferramenta de reflexão, método usado por Sócrates, objetivando o cerne da questão, e gera maior autonomia consciencial.
10.  Oportunidades. O front da batalha das palestras gratuitas é a oportunidade de praticar a tares e qualificar a docência.
11.  Percepções. Melhoria do parapsiquismo através da leitura de campo nas aulas de professores diferentes. Quando se está mais amparado a aula flui.

            Parapercepções. Eis listados em ordem alfabética 5 parapercepções durante as palestras gratuitas no IIPC Curitiba:
1. Banhos energéticos. Arrepios no coronochacra ou por todo o corpo, motivação, euforia, taquipsiquismo, acalmia mental, pacificação íntima e expansão de idéias.
2. Campo energético. O campo instalado durante o trabalho energético, ondas de energias, ectoplasmia.
3. Insights amparados. Ocorrência de ideias fraternas, insights sobre a técnica do ciclo autoproexológico, abordagens nos contatos telefônicos de telemarketing realizados no voluntariado, e a didática docente aplicada no primeiro CIP.
4. Iscagens. Dores de cabeça, e mudanças de humor, sanadas após a tenepes.
5. Sinaléticas. Zumbido de alta freqüência no ouvido esquerdo (amparo), dor de cabeça repentina no lado esquerdo da cabeça (assédio), arrepios.
            Posturas docentes. Eis 7 posturas identificadas ao longo de dezenas de palestras públicas na condição de palestrita conscienciológico listados em ordem alfabética:
1.      Agressivo. O professor(a) quer convencer que o aluno pense como ele e veja que ele está com a razão.
2.      Assertivo. O professor(a) expõe seu ponto de vista, deixa claro como ele vê a situação, informando com base na sua bagagem de experiência.
3.      Desorganizado. O professor(a) não chega com antecedência, não segue uma ordem didática, tornando a aula confusa, roupa desleixada, sem crachá e o quadro confuso.
4.      Despreparado. O professor(a) que não preparou seu conteúdo antes, deixando claro a sua insegurança no decorrer da Palestra.
5.      Organizado. O professor exemplar, bem arrumado, quadro de fácil apreensão do conteúdo, suas ideias seguem uma ordem de lógica pedagógica.
6.      Passivo. O professor aceita a crítica ou comentário do aluno, sem debater, na condição de "bonzinho"(a) querendo agradar e perde a oportunidade de esclarecer, caindo na omissão deficitária, e fica remoendo tudo depois.
7.      Preparado. O professor(a), com grande conhecimento da temática da aula, inspira o palestrita conscienciologico, motivando, esclarecendo, e promovendo a expansão mentalsomática pela recuperação dos cons.

CONCLUSÃO

            Público. Durante o Curso ECP2 este autor teve a oportunidade de fazer a seguinte pergunta à uma consciex amparadora:
Como podemos aumentar o público nas palestras gratuitas?
R: Fazer mais associações com os bairros, divulgar em mídias de massa, e usar uma abordagem não apenas de energias, mas de coisas do cotidiano.
Com tais indicações este autor entrou em contato com a equipe da comunicação e executivos da Palestra Gratuita informando as orientações obtidas durante o curso ECP2.

Combustível. A palestra gratuita é o combustível que move todos os demais cursos do IIPC, uma palestra vazia acarreta em futuros cursos de entrada vazios.
Para aumento no número de alunos nas Palestras Gratuitas sugere-se atentar para as 4 condições a seguir, listados em ordem alfabética:
1.      Professor. Escala de professor definido com antecedência, preparo bem elaborado das aulas pelo professor, autopesquisas em dia, reciclagens ininterruptas, levar a sério o trabalho e a demanda de cada aluno, potência energética desenvolvida pela teática da interassistencialidade sincera, pensenizar e exteriorizar energias para que o evento ocorra proporcionando o melhor para todos os envolvidos.
2.      CTA. Convidar as pessoas para as PGs mesmo se estiver focado num outro curso, oferecendo a oportunidade de trabalhar as energias, botar o papo em dia no coffee-break, e compartilhar suas experiências durante a aula.
3.      Comunicação. O trabalho bem realizado pela equipe de comunicação, proporciona a chegada de inúmeros participantes, a exemplo da montagem de barraca em praças públicas, e a divulgação em mídia, jornais através da escrita de mini-artigos, além de canais da internet como o facebook.
4.      Convite. São muitas pessoas que vem à palestras através do convite de amigos e familiares, devido ao fato de que a melhoria intraconsciencial proporcionada pela Conscienciologia abrange um campo amplo de autoreciclagens, dedicação, disciplina e autocomprometimento, ao contrário de paliativos instantâneos.

            Balanço Assistencial. Atualmente, o IIPC mantém uma equipe multidisciplinar de 542 voluntários, destes, 272 são voluntários-docentes, todos atuando na condição de voluntários-pesquisadores, dedicando seus conhecimentos ao trabalho gratuito, objetivando esclarecer e assistir as pessoas, indiscriminadamente, para que elas possam desenvolver, de maneira madura e independente, sua máxima potencialidade e, desse modo, consigam atuar e transformar positivamente sua vida e sociedade.
            Estatística. Só no ano de 2009 foram atendidas, de maneira gratuita, aproximadamente, 18.000 pessoas, participantes das palestras públicas, seminários de pesquisas, atendimentos à comunidade e beneficiários dos demais serviços assistenciais fornecidos¹.
            Palestrita. Torna-se portanto, prioritário nas Instituições Conscienciocêntricas, a vivência do trinômio acolhimento-orientação-encaminhamento com relação ao palestrita conscienciológico para os cursos de entrada, seminários de pesquisas, venda de livros e também a divulgação de sites que contenham mais informações sobre esta neo-ciência Conscienciologia.
            Assiduidade. Os freqüentadores(as) de Palestra Gratuitas que aparecem uma vez ou outra, estes necessitam também de atenção, considerando todos estes aspectos temos de dar a real importância a este megaevento conscienciológico, no sentido de convidar colegas, amigos, familiares, fazer contato telefônico, freqüentar as palestras e compartilhar experiências com os recém chegados carentes de informação multidimensional racional, cientifica e cosmoética.
            Questões. Cabe aqui 2 perguntas: Você se considera um palestrita conscienciologico? Já foi a quantas palestras?

REFERÊNCIAS
1.¹Instituto Internacional de Projeciologia e Conscienciologia Site: http://www.iipc.org.br/index.php/sobre-o-iipc/balanco-assistencial Acessado em 22/11/12 as 15:00.

BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
1. Vieira, Waldo; Enciclopédia da Conscienciologia; CD-ROM; 5.272 Páginas; 1.365 verbetes; 234 especialidades; 5◦ Ed.; Associação Internacional Editares; Associação Internacionalde Comunicação Conscienciológica (COMUNICONS); & Associação Internacional de Altos Estudos da Conscienciologia (CEAEC); Foz do Iguaçu. PR; 2009; Verbetes consultados: Abordagem Consciencial; Associação Didática; Debate; Diálogo Desassediante; Venda Interassistencial; Evento Conscienciológico; Exemplo Pedagógico; Minipeça Interassistencial; Paratécnica Didática; Poder Ideológico;  Princípio da Descrença. 


William Nascimento é téc. em enfermagem, pesquisador, voluntário e docente do Instituto Internacional de Projeciologia e Conscienciologia.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Autopesquisa


O que é autopesquisa?
A autopesquisa é o estudo de si mesmo, onde o pesquisador é, simultaneamente, o investigador e o objeto ou campo de pesquisa analisado.

O que é autopesquisologia?
A Autopesquisologia é a ciência da autopesquisa, cujo objeto de pesquisa são os recursos, os métodos, as técnicas e os instrumentos utilizados para a consciência estudar a si mesma.

A autopesquisa ajudar a prevenir os conflitos íntimos?
A autopesquisa faz a profilaxia dos conflitos íntimos e consequentemente do sofrimento, fruto muitas vezes da falta de reflexão sobre a própria vida.

Qual o maior benefício da autopesquisa?
O exercício contínuo da autopesquisa traz ao pesquisador(a) a saudável condição de reflexão íntima, capaz de ampliar-lhe a consciência sobre si mesmo.

Para quais tipos de pessoas a autopesquisa pode ser um desafio maior?
Esta proposta ainda é desafiadora para a maioria das pessoas, sobretudo para os seguintes perfis conscienciais:
1. Acomodadas. Pessoas apegadas à zona de conforto, ou seja, a uma rotina que não gera nenhum estresse sadio ou auto-enfrentamento maior.
2. Acríticas. Consciências não afeitas ao hábito sadio de analisar com isenção a própria conduta, e que devido a isto também são esquivas às heterocríticas.
3. Autocorruptas. Toda conscin que já está careca de saber daquilo que tem a enfrentar e mudar e, no entanto, afunda-se em justificativas, primeiro para si mesma e depois para os outros, no sentido de permanecer com seus ganhos secundários.
4. Dogmáticas. Aquelas que se encastelam em dogmas e defendem os mesmos com unhas e dentes, sem abertura para os avanços da autoconscientização multidimensional devido ao medo de perder a pseudo-segurança trazida pelos dogmas.
5. Místicas. A consciência que acredita que algo fora dela, algo sobrenatural, irá resolver seus problemas: o cristal, o guru, um ritual. Essas consciências normalmente têm uma visão ingênua, pueril, cor-de-rosa da vida e de si mesma.

Quais contradições a autopesquisa pode ajudar a identificar?
Na qualidade de seres humanos, somos conscins predispostas a fáceis contradições. Eis 7 delas:
1.      Auto-imagem. Olhamo-nos no espelho na esperança de que reflita aquilo que gostaríamos de ser e nos desapontamos quando a superfície lisa reflete apenas a imagem do que somos.
2.      Valores. Podemos caracterizar as coisas às quais nos opomos, contudo, não raro temos dificuldade em especificar com exatidão o que defendemos.
3.      Conduta. Frequentemente é mais fácil sermos amistosos com quem não gostamos e para quem não temos nenhuma simpatia, do que sermos afetuosos com alguém a quem queremos muitíssimo.
4.      Afeto. Amamos o que desejamos sem ter; entretanto, uma vez que o temos, mesmo depois de longo período, muito esforço e, às vezes, enorme sacrifício, não amamos necessariamente o que conseguimos.
5.      Segurança. Podemos identificar com clareza o que fizemos, mas nem sempre estamos seguros do porquê o fizemos em primeiro lugar ou de modo prioritário.
6.      Ser. Achamos mais fácil expor com detalhes o que fizemos do que explicar quem somos de fato.
7.      Identidade. Podemos dizer nossos nomes às pessoas, mas temos dúvidas quanto à nossa identidade real.

Poderia sugerir alguns passos básicos para que eu possa iniciar as minhas autopesquisas?
Vejamos alguns passos possíveis:
01.  Disponibilidade. Vontade sincera em se conhecer e se enfrentar, visando renovações.
02.  Local. Buscar um local isolado para reflexão, sem interferências de telefones, barulhos excessivos.
03.  Pensenidade. Tranquilizar-se procurando fazer a higiene dos pensamentos e emoções.
04.  Energias. Procurar fazer a mobilização de energias, principalmente o estado vibracional.
05.  Megafoco. Analisar determinado trafar, fato ou ocorrência que incomode ou traga intraquilidade.
06.  Arquivo. Buscar estudar o que já existe, principalmente na ciência, sobre o tema, através de livros técnicos e matérias impressas em jornais e revistas.
07.  Ajuda. Pedir avaliação, análise e indicações de amigos ou colegas que possam apontar sugestões para superação do trafar estudado.
08.  Vivências. Observar-se  no dia-dia, nos momentos críticos, analisar as próprias reações e as consequências dos atos; verificar a forma como se relaciona com as pessoas.
09.  Registro. Priorizar as anotações dos insights, ideias e sugestões obtidas ao longo do dia.
10.  Trafor. Se o foco da autopesquisa é um trafar, procurar identificar o antônimo deste traço, no caso o trafor a ser desenvolvido para autosuperação. Exemplo: se o trafar é pusilanimidade ou medo, estudar coragem e autoconfiança.
11.  Valores. Identificação dos valores pessoais, através da autopesquisa.

Qual técnica básica poderia ser útil para começar minha autopesquisa?
A lista de trafores e trafares, esta técnica consiste na anotação em folha de papel em branco, dividida em duas colunas: de um lado se escreve os traços-força, as qualidades, as virtudes, as capacidades pessoais; de outro lado, os traços-fardo, os defeitos, as invirtudes, os vícios, os maus hábitos.

Pode ser aplicado da seguinte forma:
1.      Identificação. Enumere o máximo de trafores e trafares possíveis, procurando depois selecionar dez de cada, os mais assertivos e pertinentes.
2.      Saldo. Na primeira avaliação, obtém-se o saldo de suas potencialidades demonstradas até o momento.
3.      Heteroavaliação. Quando há dificuldades para identificar trafores e trafares, o indicado é dar uma folha de papel às pessoas mais íntimas a fim de se obter heterocríticas. As melhores pessoas para esclarecer sobre as autocorrpções são aquelas consideradas problemáticas ou antagônicas a nossso respeito. Elas serão mais explícitas e menos inibidas nas heterocríticas.
4.      Confronto. A opinião de várias pessoas a nosso respeito pode ajudar no confronto entre autoimagem (como me vejo) e heteroimagem (como as pessoas me veem).
5.      Realismo. Observando as disparidades entre autoimagem e heteroimagem, pode-se chegar à visão mais realista a respeito de si mesmo.
6.      Atualização. Levar para o computador a listagem final de trafores e trafares, após a confrontação de opiniões, atualizando-a periodicamente.
7.      Autossuperação. Estabelecer metas para superação de trafares a partir da aplicação dos trafores, procurando também expandir os talentos pessoais.

O que pode qualificar as minhas autopesquisas?
Eis 13 variáveis capazes de qualificar o universo das autopesquisas, enumeradas na ordem alfabética do tema:
01.  Anotações. O acúmulo de registros quanto às manifestações pessoais.
02.  Autocrítica. O autoexame racional e ponderado.
03.  Conscienciograma. O instrumento das autopesquisas reflexivas e teóricas.
04.  Descondicionamento. O desprendimento dos condicionamentos fisicalistas repulsores da autopesquisa.
05.  Detalhismo. As autoanálises detalhadas e minuciosas.
06.  Experimentologia. O binômio autopesquisa-heteropesquisa.
07.  Holoteca. os artefatos do saber otimizadores das autopesquisas.
08.  Incorruptibilidade. A proibidade nas autoavaliações e autoanálises.
09.  Intencionalidade. O sincero desejo de autoconhecimento.
10.  Instrospecção. O recolhimento íntimo; a camâra de reflexão.
11.  Megatrafor. A aplicação do megatrafor enquanto alicerce na superação do megatrafar.
12.  Mnemossomática. A holomemória; a bagagem consciencial.
13.  Parapsiquismo. A análise do contexto bioenergético e da sinalética parapsíquica pessoal.

Que otimizações facilitam as autopesquisas?
Algumas atitudes permitem a otimização, ou ampliação do rendimento das autopesquisas, e devem ser avaliadas com lógica e autocrítica pela pessoa interessada, a exemplo das seguintes:
1. Organização do espaço. Ter um ambiente propício as autopesquisas facilita a continuidade e a produtividade. A rigor, o laboratório da autopesquisa é em todos os lugares em que a pessoa esteja se manifestando. Mas ter um local em que possa estudar com tranqüilidade, fazer anotações, refletir sobre os dados, redigir textos sobre os resultados, é de grande importância para a profissionalização das autopesquisas. A BEM praticada no local escolhido, ao início do trabalho, potencializa o holopensene favorável à ampliação da lucidez e promove a higienização extrafísica do ambiente.
2. Organização do tempo. O melhor é dedicar horário específico para as análises das
informações coletadas nos auto-experimentos do dia-a-dia, facilitando a atuação junto ao amparador relacionado a autopesquisa em andamento.
3. Utilização de artefatos do saber. Embora a auto-experimentação seja à base das
autopesquisas, o enriquecimento das mesmas, através da consulta a material técnico
especializado, só traz benefícios ao pesquisador, principalmente pela associação de idéias originais que podem ser feitas. Aqui entram os dicionários (lingüísticos e temáticos), os livros de referência, tratados, enciclopédias, Internet (fonte que requer
muita criticidade) e outros.
4. Traforismo nas abordagens. Uma postura inteligente é ser traforista nas autopesquisas, ou seja, priorizar a investigação da auto-superação, e de quais recursos pode empregar no aqui-agora multidimensional para as reciclagens, sem se afundar no estudo interminável do trafar a ser superado.

Conscienciograma pag. 09,10.
InversãoExistencial pag. 181-184.