terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Grupocarma

O que é Grupocarma?
O Grupocarma (grupo + carma) – Princípio de causa e efeito, atuante na evolução da consciência, quando centrado no grupo evolutivo. Estado do livre-arbítrio individual, preso ao grupo evolutivo.

Pode clarear mais esta definição?
Eu tenho uma conta-corrente egocarmica, compulsóriamente tenho a companhia de mim mesmo na minha evolução, preciso me aguentar, mas também preciso da companhia de outras consciências. Este é o segundo tipo de convivência compulsória, como o próprio termo grupocarma indica, refere-se ao compromisso pessoal com o conjunto de consciências que compõe o seu entorno social: família, amigos, conhecidos, colegas de profissão, relações afetivas em geral. Esse grupo torna-se bem mais extenso quando admitimos a interdependência com outras dimensões.

Como o grupocarma atua na nossa vida?
A partir das nossas escolhas através de vidas sucessivas, criamos compromissos benéficos ou patológicos, laços espontâneos ou forçados pelos débitos com os componentes das nossas relações. Os laços forçados chamamos de interprisão grupocármica. O carma é justamente a trama energética, o tecido afetivo, o produto final, ou conseqüência desse comprometimento inarredável da evolução.

Como podemos saber se criamos laços benéficos em vidas passadas?
Os laços afetivos positivos são formados ao longo de múltiplas vidas e de experiências benéficas em comum. Isso explica a confiança instantânea que sentimos em relação à determinada pessoa conhecida há pouco tempo (devíamos dizer rencontrada). A isso chamamos afinidade positiva. Amizades nascem a partir de uma idéia em comum. Por exemplo, duas pessoas que compartilham o mesmo tipo de interesse: ambos valorizam o crescimento pessoal em detrimento do status social.

Como podemos saber se criamos laços patológicos em vidas passadas?
Um dos aspectos que contribui para gerar incompatibilidades entre as consciências é o gap evolutivo. A desafinidade é um tipo de afinidade negativa. Desafeições surgem do choque entre duas idéias diferentes. Por exemplo: uma das pessoas preza a ética e a outra adota a lei do gersismo sempre que tem oportunidade (levar vantagem em tudo).A lição evolutiva que já aprendemos, a duras penas, e que agora nos parece natural, lógica, certa e até óbvia, para o outro pode ainda ser desconhecida, uma incógnita.

E quanto tempo este gap evolutivo dura?
Os ritmos de aprendizagem e evolução dependem, quase sempre da saturação de cada nível de experiência anterior. Isto se dá em momentos distintos para cada pessoa envolvida . Essa é a condição que conduz a tantos e constantes mal entendidos. E com eles, surge uma certa exasperação da nossa parte, fazendo nos sentir, inclusive, escandalizados e ofendidos com a ignorância do outro.

E como isso nos afeta?
Passamos então a cobrar uma atitude que nos parece mais coerente e apropriada naquela circunstância. Imaginamos que ele ou ela sabe o que é o melhor, mas insiste, faz de propósito da forma pior apenas por prazer, como provocação intencional para conosco. Como não há ressonância, entendimento ou compreensão daquilo que esta sendo comunicado, reinvidicado ou reclamado de ambas as partes, sentimos que os nossos esforços não têm eco, não valem a pena, que estamos perdendo tempo. Surge a frustração e o ressentimento é realimentado. O outro não tem o código de acesso para a informação que está sendo transmitida, devido a falta de experiência compatível. Não consegue captar o que expomos porque não tem vivência, exemplos pessoais,conexões cerebrais (sinapses) para tal.
O mais maduro, mais experiente, o que possui mais informação, tem a responsabilidade na tarefa de ceder para alcançar a melhoria do relacionamento. Mas na prática isso não acontece com facilidade. É a aplicação da lei da responsabilidade do mais lúcido.

Quais as conseqüências destes relacionamentos não resolvidos?
É por esse motivo que voltamos tantas vezes à vida humana para pedir perdão e perdoar, tentando aprender a conviver em harmonia com os mais diversos níveis de maturidade. Nada é por acaso.

Mas porque eu preciso renascer junto com estas pessoas na dimensão física?
A dimensão física é a mais democrática. Permite reunir consciências de níveis evolutivos muito diferentes, criando novas oportunidades para o aprendizado através dos reencontros e das reconciliações. Na dimensão extrafísica, o processo dos reencontros se dá por afinidade positiva ou identidade cosmoética. O que nos reúne ou nos separa em outras dimensões , após cada vida, é a sintonia evolutiva. O grupo evolutivo se reúne no período intermissivo a cada intervalo entre duas vidas humanas consecutivas para fazer o balanço do que foi aprendido.

O grupocarma é da mesma procedência extrafísica que a minha?Posso reencontra-los após a dessoma?
Muitas vezes, seus componentes não tem a mesma procedência nem saíram da mesma comunidade extrafísica. Outras vezes nem sempre os seus membros se encontrarão, após a dessoma, nos mesmo distritos extrafísicos de onde vieram, e poderão ficar sem se encontrar novamente até por milênios.
Talvez seja essa condição que gerou a alegoria do inferno, espécie de apartheid ético criado pelas religiões. Como vamos ser felizes por toda a enternidade observando, impotentes, o sofrimento de consciências que amamos e que ficaram presas nos débitos e nas malhas da ignorância? É desse conflito que nasce, na consciência mais predisposta, a necessidade de participar, de ajudar, de assistir, se possível, quem ficou para trás.

O que é interprisão grupocármica?
Quando transgredimos as leis da evolução – cosmoética – interferindo, dificultando, atrasando ou impedindo a evolução de outras consciências, criamos um compromisso futuro: retornar a essa mesma dimensão para mudar o padrão de energias deixado pelas ações anti-evolutivas. Enquanto a limpeza não se processa através  da compreensão e do amadurecimento grupal reimpulsionando a evolução dos envolvidos, conferindo liberdade, anistiando a todos, desfazendo os nós afetivos, o grupo permanece atado nessa e, provavelmente, nas próximas vidas.

Quais as conseqüências da interprisão grupocármica?
Esse impasse é responsável pelo atraso na evolução pessoal, acrescentando mais peso ao egocarma (comprometimento inicial relativo às pendências evolutivas para consigo mesmo). Toda vida em grupo (família, profissão) tem enredo, é temática. O indulto evolutivo intergrupal é, portanto, uma necessidade.

O que é a inseparabilidade Grupocármica?
Quando um grupo de consciências, por sua decisão e livre-arbítrio, comete atos de prejuízo evolutivo a terceiros, cria-se o comprometimento grupal. A inseparabilidade familiar, profissional ou grupocármica é justamente a conseqüência e a partilha de responsabilidade pelos erros e maus exemplos cometidos em conjunto no passado (Vieira, 2008).

O que leva a pessoa interprisão Grupocármica e a inseparabilidade Grupocármica?
Em geral, os motivos foram interesses egóicos espúrios e anticosmoéticos, corrupções grupais em prol de mais afeto, poder, dinheiro, sexo e outras afins, conquistado e defendidos em atos arbitrários (Vieira, 2007).

Como identificamos estas interprisões e inseparabilidades Grupocármicas?
É muito comum encontrar famílias, humanas, formadas por um grupo de consciências vitimadas pelo seu próprio passado de erros, de maus exemplos mútuos e consentidos. É por essa razão que, na maioria das vezes, os seus membros têm dificuldade, tanto de conviver, como também de se separar. A convivência é forçada, imposta pela cosmoética, devido ao acobertamento de erros mútuos.

Pode dar alguns exemplos de interprisões Grupocármicas?
A filha que não sai de casa apesar de não se entender bem com ninguém, porque não consegue superar a autoculpa que sente em relação aos pais; a esposa que não deixa o marido alcoólico, apesar dos maus tratos, por medo, submissão e covardia de enfrentar a vida; a moça que não se separa do noivo que vive ameaçando suicidar-se se for abandonado, pela culpa no cartório, e tantos outros casos.

Como sair da interprisão Grupocármica?
Não basta sair de casa longe do convívio grupocármico patológico, se nossos pensenes ainda carregam alguma mágoa, ressentimento e pendências. Também não adianta fazer de conta que estamos ajudando quando nos sentimos, de fato, sobrecarregados  pelo grupo, quando a nossa intenção real é a de nos livrarmos de algum dos seus membros, ou de todos,de cair fora, de sumir do mapa o mais depressa possível. Enquanto esta atitude mental perdurar, mais estaremos afinizados e enredados. A hostilidade também é fonte de potente afinidade e imantação energética. É como areia movediça: quanto mais esperneamos, reclamamos e nos debatemos, mais afundamos. Para nos desligarmos é preciso ocorrer a separação evolutiva.

O que é a separação evolutiva?
É a condição em que o convívio ou a presença de alguém de relacionamento difícil deixa de nos incomodar, não constitui um problema. A separação evolutiva representa o contrário da interprisão. É o desligamento cármico natural. Continuaremos a conviver com aquelas consciências num outro contexto. Ao optarmos pela reconciliação e pelo entendimento, pela ajuda possível a todos, produzimos um resgate, fazemos o desassédio, não somos mais onerados com a imposição evolutiva ou cármica da aprendizagem compulsória.

Porque a reconciliação é tão importante?
A reconciliação (autoretratação através do exemplarismo) representa um importante estágio do curso grupocármico. É uma decisão evolutiva avançada, nascida do corpo do discernimento – mentalsoma. Ela permite que a consciência retorne a sua liberdade relativa, coopere para o aumento da média de maturidade geral, mude o curso da evolução pessoal, e pela ressonância o da evolução grupal.

Bibliografia:  . Autocura através da Reconciliação  pag. 65 a 75.                

3 comentários:

  1. Parabéns pelo blog William,gostei muito e vou indicar.

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  2. Parabéns William, as matérias e os artigos que voce disponiliza, é de grande valia para o meu aprendizado, são teáticos, me auxiliam no entendimento deixando mais claro a explicação dos temas, muito obrigado.

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